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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Capitulo 06 - O ANTIPAPA


Capitulo 06
O ANTI-PAPA

                                                                                                                            
            "É o tempo dos dois imperadores.
E a Mãe não tem Pai,
Porque muitos são os que querem ser seu pai.
Elevam-se os gritos e as barreiras da contenda,
Mas já das águas sai a Besta."
                                                                  Papa João XXIII.                                 
  


A situação cada vez mais crítica com a invasão do Palácio do Vaticano fez com que o Papa retomasse maior atenção aos eventos que o cercava e disse ao Chefe da Guarda:
- Venha e acompanhe Chefe!– disse o Papa conduzindo o chefe da guarda por uma porta secreta.
Ainda mesmo que lentamente o Pontífice se colocou por um caminho na direção da Catedral de São Pedro e o que mais surpreendeu era que ele seguia na direção das catacumbas. Para o Chefe era um lugar que parecia ser perigoso, pois se os soldados já estivessem invadido o Vaticano o primeiro local que eles invadiriam com certeza, seriam na Catedral e na Capela Sistina.



Na primeira oportunidade em que a agenda papal abriu uma brecha, o Pontífice aproveitou para visitar a Biblioteca Apostólica do Vaticano. Escolheu ir à tardezinha e apareceu de surpresa.  Todos que estavam presente ficaram estáticos e impressionados com o carisma daquele homem, que primeiro fez questão de se apresentar e cumprimentar cada clérigo que ali se mantinham mesmo sendo um final de dia.
Todo aquele ambiente não era em nada desconhecido do Pontífice. Quando esteve em Roma um dos lugares mais fascinantes que o então estudante apreciava estar presente era a Biblioteca do Vaticano. Decorado com lindos afrescos, com a presença de corredores largos e locais bem iluminados e principalmente onde se podiam ficar horas sentindo o cheiro de obras manuscritas inimagináveis, era o verdadeiro paraíso para todos os diversos alunos do mundo.
O saber também constrói moradas.
Assim que chegou ao prédio, o Papa foi acompanhado pelo Cardeal e Prefeito da Biblioteca. Caminharam durante um bom período por entre os quilômetros de prateleiras de livros.
- Prefeito preciso de um de seus colabores. – disse o Pontífice ao Prefeito.
- Vossa Santidade precisa de um arquivista para fazer suas anotações pessoais?
- Não, preciso do melhor desenhista que o senhor tiver.
- Um desenhista Santo Padre! – exclamou o Prefeito parando de andar e olhando para o rosto do Papa não entendendo o seu pedido.
- O senhor teria alguém capaz de fazer alguns desenhos?
- Vou ter que verificar Santidade, porque normalmente eles são copistas, restauradores, arquivistas, estudiosos, etc.
- Entendo Prefeito, mas, por favor, veja quem tem o melhor dom para fazer alguns desenhos. Na próxima segunda feira na parte da manhã terei algumas horas disponíveis para fazer algumas anotações. O senhor então me envie o seu colaborador.
- Claro Santidade, enviarei meu melhor desenhista.

O Papa retirou-se então lentamente da presença do Prefeito e logo foi acompanhado pela comissão de pessoas que sempre o acompanhava. Foi então jantar e depois dirigiu-se para o seu escritório. Já era tarde quando dispensou seu secretário particular, e antes pediu para que ele deixasse sua agenda da semana seguinte, pois gostaria de saber tudo aquilo que o esperava.
Sentiu um silencio que desde que tinha assumido suas funções de Líder de sua Igreja não havia sentido. Mesmo a tranquilidade da noite era invadida pela tagarelice de seus próprios pensamentos.
As calmarias normalmente precedem as tempestades.
De repente as portas da sala onde estava se abriram lentamente.
- Santidade, precisamos conversar. – disse o homem trajando sua batina negra. Podia-se ver que não trazia os trinta e três botões frontais e nem mesmo os cinco botões em cada manga.
O Papa surpreso com aquela investida não soube dizer não. Enquanto isso o homem se aproximou lentamente com um sorriso aberto e foi reconhecido, era um dos bispos de sua Igreja.
- O que Vossa Excelência Reverendíssima gostaria de tratar? – perguntou o Papa.
- Sobre o vosso pontificado Santo Padre.
- Por favor, sente-se. – disse o Papa apontando para a cadeira que estava à frente de sua mesa.
O Bispo sentou calmamente e agradeceu pela gentileza.
- Venho diante de Vossa Santidade como o representante eleito para guiar os pontos mais burocráticos da administração de nossa Igreja.
- Desculpe, mas ainda não estou completamente familiarizado com toda a parte administrativa, Vossa Excelência trabalha na Cúria Romana?
- Romano Pontífice, trabalho lá e em outros tantos lugares. Prefiro ser mais claro, Santidade. Assim que terminou o conclave com a vossa escolha, iniciou-se outra votação que elegeu o meu nome para gerenciar os assuntos administrativos da igreja.
- Outra eleição! A escolha de um líder paralelo para a nossa igreja não poderia ser considerada então a eleição de um antipapa?
- De maneira alguma Santidade, podemos dizer que o senhor é o Bispo de Roma, nosso Líder maior. Quanto a minha posição é apenas a de um primeiro ministro.
- O senhor está querendo dizer que a figura do Vosso Papa é apenas representativa e que quem realmente administra nossa igreja é Vossa Excelência Reverendíssima?
- É apenas uma liderança burocrática Santidade.
- E quais são os vossos planos para nossa Igreja?
- Torná-la a religião planetária, Romano Pontífice.
- E como pretende realizar esse evento?
- Através de um governo mundial.
- Nosso governo não está apenas no tempo Vossa Excelência Reverendíssima.
- Sim é verdade, mas está no tempo também Santidade.
- Hoje tive um dia cansativo, vou me retirar aos meus aposentos. – disse o Papa querendo encerrar aquelas divergências.
- Tenha uma boa noite Santo Padre.
O homem começou a se retirar e em sua saída o Papa proclamou um trecho do evangelho de São Marcos 4:22 :
"Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto".
O Bispo voltou-se e sorriu ironicamente em sua retirada.
O Papa nos dias seguintes procurou tomar medidas que protegeriam suas ordens. Tentou afastar inclusive o bispo que ele agora tinha certeza ter a força de um governo paralelo dentro da igreja. Pensou até em formar um novo concílio.
As coisas eram realmente muito mais complicadas do que estava realmente imaginando, criara-se uma burocracia paralela com pontos por todo o planeta e era comandada por um poder maior do que as ordens do Sumo Pontífice.
Percebeu logo que na verdade tinha que aprender a lidar com todas essas estruturas, inclusive porque todo o poder financeiro também estava sobre essa ordem paralela. Então resolveu consigo mesmo que faria transformações lentas e persistentes e que não confiaria em ninguém inclusive porque começou a sentir sua vida ameaçada por seres que andavam nas sombras dos corredores do Vaticano.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Capitulo 04 - O CONCLAVE



Capitulo 04
O CONCLAVE
                                                                                                                            
             ”Mui Clemente Vigário na Terra de Nosso Senhor, que quis um novo Francisco à sua mesa, porque toda Igreja necessitava ser lavada e purificada; tua tiara será a pobreza e teu manto a humildade... e depois de ti descerá do céu aquele Bendito que selará os tempos e continuará a semeadura no milênio do êxtase do Espírito Santo...”
                                              Monja de Dresden




Podia se ouvir os invasores procurando derrubar as portas do palácio. O respirar do Chefe da Guarda Suíça denunciava o seu desespero e mesmo assim o Papa se mantinha preso as suas recordações.


O destino improvável começou a tomar conta da vida do sacerdote e professor. Ele durante o período em que esteve em Roma como estudante teve também a oportunidade de viver a vida do dia a dia da Sede de sua Igreja.  Os mecanismos que movimentavam toda aquela máquina secular podem ser conhecidos por dentro pelo estudante.
Quando seus estudos terminaram ele foi aconselhado a retornar ao seu país natal, a Igreja estava envolvida com a política no mundo e necessitava que suas forças se espalhassem com fervor por todos os cantos. Nessa fase o padre se tornaria Reitor e começaria a se envolver com a cúpula da Igreja em seu país. Logo seria indicado Bispo da diocese que sempre o acolheu.
O Papa daquele tempo estava chegando ao fim de seu trabalho que por causa de sua intensidade e longevidade se tornou um trabalho solar. Antes que partisse desse mundo aconselhado por aquele que o sucederia nomeou vários Arcebispos pelo mundo e entre eles o ainda jovem bispo.
Ao chegar o tempo do encerramento das atividades do segundo Papa de dois nomes o conclave se reuniu para ratificar aquilo que havia sido dito ao ainda jovem que agora já se tornara Arcebispo. O Prefeito se tornara Papa. Mesmo com idade já avançada ele seria a “glória das oliveiras” porque escolheria se tornar um bendito. Seu papado comparado com o que aconteceria para o seu sucessor seria curto, mas surpreendente.
Durante o papado do Prefeito o arcebispo se tornou pessoa ativa para a Igreja, se tornaria líder de uma das maiores Arquidioceses do planeta e lideraria o maior país católico do mundo e com isso ajudaria a influir na condução dos caminhos de sua Igreja.
Após a sucessão do Olivetano, O Papa Francisco que procurou lavar e puruficar a Igreja com sua mitra de pobreza e seu manto de humildade subiu ao Trono de Pedro. Era o momento de um novo Francisco de Assis, só que os corações dos homens estavam completamente corrompidos para seguir a sua voz. E para ele as profecias de São Malaquias reservaria o dístico: “Governará durante extrema perseguição da Santa Igreja Romana.”
E foi consciente do que estava enfrentando que o Papa Francisco convocou de maneira informal um dos seus Cardeais.  O conhecia de terras vizinhas e sabia que ele seria um forte candidato para ocupar o seu lugar.
- Sua Santidade. – exclamou o Arcebispo se ajoelhando e beijando a mão do Papa.
- Fique a vontade meu Arcebispo. Pedi a vossa presença, porque estou preocupado com minha sucessão.
- Como assim Sua Santidade.
- Sinto minhas forças se esvaírem e tenho consultado meus assessores sobre quem poderia ocupar o Trono de Pedro e Vossa Excelência Reverendíssima tem grandes possibilidades de ser eleito no próximo conclave.
- Bondade, Santíssimo Padre, daqueles que vos cercam.
 - Seja como for a escolha de Deus, gostaria que estivesse consciente de tudo que vem acontecendo e como você pode se preparar para assumir sua missão.
O Papa então levou seu Cardeal ao escritório principal e durante horas conversaram sobre política, sobre as finanças e principalmente sobre os desafios de fé pelos quais a sua Igreja viveria num futuro próximo, pois gostaria que ele continuasse seu trabalho de renovação da Santa Sé. Terminada a reunião ficara de alguma forma um ar de despedida. O que realmente aconteceria é que na próxima vez em que o cardeal veria o Papa não poderia mais trocar nenhuma palavra.
De onde viria o Destino? De hoje, de ontem, de amanhã, de onde não sei, talvez do Sempre?
Não passou muito tempo e o Cardeal recebeu em seu país a notícia que o seu líder maior tinha deixado vago o seu trono e assim o maior conclave da história se reuniria para eleger uma nova liderança.
Ao pousar com urgência em Roma, o Cardeal se dirigiu ao Vaticano e o mesmo já se encontrava vacante. O Camerlengo já havia tomado as suas funções. Ele era o responsável oficial da Igreja para o período em que o Trono de Pedro estaria vago.
Durante vários dias os cardeais que tinham direito ao voto foram se dirigindo ao Vaticano para iniciarem o conclave. E foi num desses dias que o Cardeal teve um outro contato inusitado. Um cardeal muito próximo e seu contemporâneo o chamou para conversar após um dos jantares no Vaticano.
- Vossa Eminência poderá ser indicada pelo grupo dos spiritualis como candidato ao Trono de Pedro. – disse aquele que era um dos cardeais mais velhos do conclave.
- Indicado pelos spiritualis Eminencia! Não estou entendendo, quem são eles e porque me indicariam?
- Está ocorrendo uma grande luta interna em nossa Igreja. Duas forças lutam para acenderem ao Trono de Pedro. De um lado os spiritualis, que se julgam filhos do sol e são uma corrente que preferem que a Igreja se mantenha distante do poder temporal e do outro lado, os iluminatis que se julgam filhos das estrelas e que acreditam que a Igreja deve retomar o poder temporal.
O jovem Arcebispo então se recordou dos amuletos do sol que vinham revelando-se a ele desde que se tornara sacerdote.
- Ainda não entendi porque iriam me indicar!
- Provavelmente o Conclave será uma disputa acirrada e Vossa Eminencia será indicada como uma espécie de terceira via. – falou o velho Cardeal.
- Prepare-se para escolher o vosso nome como Papa, pois as possibilidades de ser eleito para ocupar o Trono de Pedro são muito grandes e o vosso destino está vinculado a escolha de seu nome como líder de nossa Igreja.
- Estamos falando do nome sucessório?
- Sim. – disse o velho Cardeal com a certeza plena do que estava sendo dito e continuou – Vossa Eminência poderá escolher ser o terceiro de nome composto, ou quem sabe uma das sucessões de nome simples, ou ainda se tornar o segundo do primeiro de todos. E tenha consciência de que ao escolher o vosso nome estará selando o seu futuro e o futuro do nosso tempo.
- Ainda não estou entendo Eminência.
Então outros Cardeais se aproximaram e a conversa foi interrompida. A sucessão Papal estava fervilhando pelos corredores e as diversas forças degladiavam pelos bastidores.
O Cardeal nunca tinha se preocupado com os movimentos políticos e diante de tudo aquilo se sentia um ingênuo. Sempre se dedicou à sua fé, aos seus estudos e sobre tudo, a dedicação às pessoas que sempre estiveram ao seu redor.
Após o décimo quinto dia a Capela Sistina tornou-se purpura. Uma missa oficial deu início ao evento e o que se pedia era que o Espirito Santo guiasse a decisão de cada Cardeal.
Terminada a liturgia duas mesas tornaram-se o ponto central da Capela Sistina, uma reservada aos três Cardeais escrutinadores que ainda seriam escolhidos por sorteio, e a outra coberta com o pano também de cor purpura com três vasos de vidro transparente e uma bandeja de prata.
- “Extra omnes”. – pronunciou o Cardeal Camerlengo.
Todos os cardeais se colocaram nos locais previamente nomeados e todas as outras pessoas começaram a se retirar da Capela que foi fechada a “sete chaves”.
Depois da escolha dos Cardeais escrutinadores responsáveis por verificar e contar os votos, foram sorteados outros três Cardeais infirmarii responsáveis esses por recolher os votos dos Cardeais que por ventura adoecerem e não puderem comparecer ao Conclave. Para o ultimo sorteio, enfim, foram retirados mais três nomes dos três vasos de vidro para os Cardeais revisores, esses responsáveis por fiscalizarem as atividades dos Cardeais escrutinadores.
Iniciou-se definitivamente a votação. Primeiro dirigiram-se às mesas os Cardeais mais idosos.
O agora possível Cardeal indicado dos spiritualis recebeu seu papel branco de forma retangular, nele escrito na parte superior “Eligo in summun pontificem” (Elejo como Sumo Pontífice) e fazendo sua oração votou em seu amigo Cardeal mais experiente. Dirigiu-se então às mesas colocando seu voto sobre a bacia de prata e assim a levou para depósito no primeiro vaso.
Depois que todos os cardeais depositaram os seus votos, o primeiro escrutinador pegou o vaso de vidro em suas mãos o balançou e o levou para a mesa dos escrutinadores. Pegou o primeiro voto, anotou o nome do votado e o passou para o segundo escrutinador que também anotou e passou o voto para o terceiro escrutinador que pronunciou em voz alta e inteligível o nome do votado e depois depositou no segundo vaso.
Quando se encerrou a apuração dos votos o terceiro escrutinador costurou todos com um furo perfurando a palavra “eligio” e depositou o maço no terceiro vaso. Então os Cardeais revisores se dirigiram à mesa de escrutíneo e conferiram a quantidade de votos.
Estava encerrada a votação e nenhum dos Cardeais tinha conseguido a quantidade de votos necessários para a sua eleição. O então possível Cardeal dos spiritualis não tinha se quer conseguido estar entre os dois primeiros. Não se surpreendeu, pois não se considerava realmente um favorito para o pleito, imaginava que se um dia realmente pudesse assumir o Trono de Pedro como tinham lhe dito. Talvez acontecesse em um outro conclave.
As votações começaram a se suceder sem que se chegasse a uma conclusão final e o ritual continuou a ser cumprido. Após cada uma delas o Camerlengo recolheu as anotações feitas por todos os Cardeais que juntamente com todos os votos foram colocadas numa caixa e conduzidas para o fogão onde tudo é queimado junto com outro elemento que faria surgir a fumaça preta que sai pela chaminé da Capela Sistina.
As votações geraram uma polarização entre dois Cardeais que por sua terminaram num impasse.
O Destino convive perfeitamente com o improvável.
O cansaço e o desgaste fizeram com que o Conclave buscasse através de seus membros uma terceira via. O acordo foi firmado pelos corredores e assim surgiu o nome do Cardeal indicado pelos spiritualis, que repentinamente conquista a eleição.
- Reverendo Cardeal, aceita a sua eleição canônica como Sumo Pontífice? – proclamou o Cardeal Diácono em nome de todo o Colégio de eleitores.
- Aceito em nome do Senhor! – respondeu o Cardeal dos spiritualis sentindo um tremor interior.
- Como quer que o chamemos? – continuou o Cardeal Diácono.
O Cardeal dos spiritualis recordou-se de seu velho amigo Cardeal, a quem provavelmente deveria a sua escolha como Pontífice e que à poucos dias  tinha pedido para escolher o seu nome como Papa e que essa escolha seria determinante para o seu destino.
Tudo ficou em silêncio a espera de seu definitivo pronunciamento. O Papa se encontrava em pleno êxtase espiritual vivendo claramente dentro de si as imagens de sua lembrança desde o primeiro dia em que ainda garoto deu seus primeiros passos na direção do seminário.
 O Cardeal dos spiritualis pronunciou então a sua escolha. Não ousou se denominar o segundo do primeiro de todos, porém o destino o tornaria.
O Destino se cumpriu e o agora Papa recebe por parte de todos os Cardeais o ato de obediência. Através de uma fila se ajoelhavam aos pés do novo líder.
A fumaça branca sai pela chaminé da Capela Sistina anunciando aos fiéis o fim do conclave.
O Diácono se dirige à varanda da Basílica de São Pedro e anuncia a boa nova:
- “Annuntio vobis gaudium magnum!” (Anuncio-vos com a maior alegria!) - e completou num tom de solenidade –  “Habemus Papam”. (Temos Papa.)