segunda-feira, 25 de março de 2013

Capítulo 36 - MORRERÁ QUEIMADO


Capítulo 36
MORRERÁ QUEIMADO
                                                                                                                            
                                                                         


              

 “Quando o filho da perdição já tiver realizado seus desígnios, reunirá todos os seus crentes e lhes dirá que subirá ao céu.”
 “No momento dessa ascensão, um raio o atingirá e morrerá queimado.”
 “Por outro lado, a montanha na qual se haverá estabelecido para sua ascensão, ficará por um instante coberta por uma nuvem que exalará um odor de corrupção espantosa, realmente infernal.”
                                                         Santa Hildegarda


O chefe da guarda e o Papa preparam-se para saírem da sala sagrada. Ao tentarem, a porta por onde entraram estava trancada.
- O que faremos para sair daqui Santidade?
- Tenha calma chefe, essa porta abre pelos dois lados. Por favor, segure o Grande Sétimo enquanto eu tento abri-la.
O fechamento da porta foi providencial, porque quando o Papa foi abri-la recordou-se que outra delas podia ser aberta e os levaria para fora da Basílica. Pelo menos é o que aparentemente podia se ver no mapa que ele havia encontrado em Castel Gandolfo.
- Chefe, tive outra ideia, vamos abrir aquela outra porta e sair por ela.
O chefe da guarda então ficou surpreso e logo procurou acompanhar o Papa na direção da porta que tinha um símbolo parecido com uma pomba.
O Sumo Pontífice encontrou a mesma dificuldade para abrir a porta com o símbolo do Espírito Santo que havia encontrado para abrir a porta por onde havia entrado, só que dessa vez tinha por algum motivo certeza suficiente para insistir na tentativa de abertura.
- Santidade para onde nos levará essa porta?
- Acredito que para fora do palácio, chefe.
- Para que lugar exatamente Santidade, porque parece que nesse momento tudo está cercado.
- Vamos tentar, estou com o pressentimento que estão nos aguardando pelo caminho que fizemos para entrar.
Com a insistência do Papa a porta com o símbolo da pomba acabou se abrindo.
- Deixe-me ir a frente, Santidade. – falou o secretário já caminhando na direção da saída.
O corredor parecia não ter sido aberto há séculos. Teias de aranha se entrelaçavam e formava o que parecia ser uma rede de cordas, A escuridão parecia ser ainda maior do que aquela que tinham encontrado no túnel por onde haviam entrado. Só que o silêncio era profundo, dando a impressão que realmente o Papa havia escolhido o melhor caminho a percorrer.
Mais uma vez o secretário pegou o seu celular e começou a clarear o caminho para que os dois pudessem seguir em segurança.
- Santidade, o senhor já andou por esse caminho?
- Não tive tempo secretário. – respondeu o Papa seguindo o seu escudeiro.
- Como sabe onde vamos parar?
- Só conheço esse caminho através de mapas.
O secretário ficou surpreso e pensou em olhar para trás e observar o rosto do Santo Padre, mas logo se recordou que na escuridão não ia dar resultado algum.
O caminho que o Papa e seu segurança estavam seguindo era de difícil acesso. Só se via a escuridão, em alguns lugares água empossada, em outros começaram a subir uma escada de degraus todos tortos. Foi quando o secretário olhou para o pulso e disse ao Papa:
- Santidade, já estamos caminhando ha dez minutos e nem sinal de chegarmos a qualquer lugar.
- Secretário pelo que me lembro do mapa essa saída nos colocará fora do Vaticano, portanto acredito que vamos realmente caminhar bastante.
O Santo Padre e seu Chefe da Guarda caminharam o que parecia serem horas por aquele corredor que tinha agora a impressão de ser infinito.
- Santidade, parece que chegamos ao fim do túnel, só que aparentemente ele não tem saída. – falou o secretário colocando as mãos numa parede que não parecia ser nenhum tipo de porta.
- Não é possível. – respondeu o Papa e continuo – será que não temos ai nenhum tipo de fechadura como temos encontrado em outras portas?
Com o celular tentando clarear a parede os dois homens começaram a revistar tudo que estava diante dos dois. Onde não conseguiam ver tateavam à procura de alguma forma de fechadura.
- Santidade, parece que estamos apenas diante de uma parede e se aqui havia alguma porta ela foi fechada por um muro de tijolos.
- Das seis portas as únicas que abriam eram as que tinham o símbolo do Filho e a do Espírito Santo, as outras quatro abriam apenas uma espécie de antessala, mas que também não possuíam saídas, sempre acreditei que a sala que se referia ao Espírito Santo nos levaria para fora do Vaticano.
- Provavelmente isso era uma saída e possuía uma porta, só que foi fechada com essa parede.
O Santo Padre e seu chefe da guarda tiveram que retornar pelo mesmo túnel que parecia ser a saída por onde retirariam o Grande Sétimo evitando dessa forma que aquela relíquia caísse nas mãos do filho do mal.
- Vamos ter que sair por onde entramos Santidade.
- Tenho a impressão que estamos na verdade de alguma forma encurralados, nosso destino está verdadeiramente nas mãos de Deus. – afirmou o Papa que apresentava sinais de grande cansaço.
O caminho de volta para a Sala Sagrada parecia agora durar anos. Assim que chegaram a porta de onde haviam partido, o chefe da guarda afirmou:
- Vossa Santidade está escutando?
O Santo Padre ficou estático querendo ouvir.
- Não ouço absolutamente nada.
- É isso que está estranho. Enquanto andamos por esses corredores e quando estávamos aqui nessa sala eu sempre ouvia algum tipo de ruído distante, só que agora tudo está em silêncio.
Antes mesmo que o secretário terminasse a sua frase os dois homens foram surpreendidos.
Os dois homens foram surpreendidos pelo filho do mal que os aguardava na Sala Sagrada.
- É uma honra estar diante da vossa presença, Santidade – falou aquele que já recebia a alcunha de anticristo.
O secretário tentou partir para cima do filho do mal e logo foi segurado pelos homens que o acompanhava.
- O que o senhor deseja? – perguntou o Papa.
- Aquilo que está sobre vossa guarda. – respondeu o filho do mal, já indicando para um de seus homens que retirasse das mãos do Santo Padre o Grande Sétimo.
Os homens que acompanhavam o anticristo tiraram o Grande Sétimo das mãos do Papa a força e a entregaram ao filho do mal.
- O Senhor não imagina como procurávamos essa joia, chegamos a pensar que ela era apenas uma criação da mente dos místicos. – disse o filho do mal com os olhos cheios de cobiça.
 - O que você pretende fazer com ela?
- Abrir as portas de uma outra dimensão para este mundo.
- Tragam-me os elementos que precisamos para realizar minha ascensão. – disse o filho da perdição para aqueles que o acompanhava.
Foi então que o falso profeta apareceu, aquele mesmo que o Santo Padre havia ameaçado de excomunhão. Depositou no chão da Sala Sagrada uma maleta escura, abriu-a e de dentro começou a retirar as relíquias que tanto foram procuradas durante o pontificado.
- Você não sabe o que está fazendo!  - falou o Papa ao filho do mal.
-Sua Santidade está completamente enganada sei perfeitamente o que estou realizando.
- E o que você acredita estar realizando?
- Abrindo as portas das forças que para cá me enviaram e ao mesmo tempo retornando para minhas origens. – respondeu o filho do mal.
Assim que terminou o pedido do filho do mal, o falso profeta, aquele que estava por trás de todas as dificuldades que a Santa Igreja vinha enfrentando, retirou da mala preta que ele trazia todos os símbolos que preencheriam a seis portas da Sala Sagrada.
O falso profeta pegou uma a uma as relíquias que eram verdadeiras joias forjadas em puro ouro. Colocou-as nas formas que estavam encravadas na porta e toda a sala de alguma forma começou a se tornar dourada.
O filho do mal arrancou a força os anéis que trazia o Papa com ele, e com as joias abriu facilmente o relicário que ficava no chão da Sala Sagrada e para mais surpresa ainda colocou o Grande Sétimo em seu devido lugar sem a menor dificuldade.
A Besta pretendia cumprir o que vinha dizendo aos seus fiéis: “No fim de minha guerra ascenderei aos céus.”.
- Bispo, traga o nosso homem. – falou o anticristo para o falso profeta.
O falso profeta com alguns soldados abriu a porta por onde eles haviam entrado e surgiu o Monge Miguel. Estava completamente desfigurado, provavelmente fora preso e torturado.
- O que você esta fazendo? – disse o Papa ao anticristo.
- Cale-se – respondeu o filho do mal ao Santo Padre e indicando aos seus soldados que o fizessem se calar.
Então se dirigiu ao jovem Monge:
- O que devo fazer agora meu jovem?
- Perdoe-me Santidade. – disse o monge Miguel dirigindo-se ao Papa.
- Faça o que tem que ser feito meu jovem amigo. – respondeu o Santo Padre como pode.
- Chega de conversas, o que devo fazer agora monge?
O monge sem resistir, pois parecia ter sido já profundamente agredido respondeu com dificuldades:
- É necessário que todas as portas sejam fechadas, que todos se retirem e sozinho se faça a oração do salmo 121.
O filho do mal ficou surpreso com aquela informação, mas acreditou que tinha sentido e pediu para que seus soldados se retirassem e levassem com eles todos que se encontravam na sala. A porta por onde todos haviam entrado foi reaberta e todos foram parar no corredor e por trás dela à espera do grande evento ficou o falso profeta.
A Sala Sagrada estava completamente clara com todos os seus elementos colocados em seu devido lugar. O resplendor do encontro dos símbolos dourados das seis portas com o Grande Sétimo ao centro e a claridade que emergia do alto tornaram tudo aquilo mais dourado que um dia pleno de sol. O filho do mal então pegou o Salmo 121 que havia sido entregue à ele pelo falso profeta e começou a orar. Os seis símbolos da porta começaram a se alinhar com o Grande Sétimo quando foi pronunciado o primeiro versículo. No segundo versículo o centro da sala se despertou. O filho do mal ficou impressionado e continuo a receitar os demais versículos e quando estava para chegar ao fim o céu e a terra começaram a se unir numa mesma força. Quando tudo parecia estar dando resultado um grande estrondo pode ser ouvido e a energia dispersada jogou o filho do mal contra a parede queimando todo o seu corpo.

sábado, 23 de março de 2013

Capítulo 35 - POUCO ANTES DO PAPA SER ASSASSINADO


Capítulo 35
Pouco Antes de o Papa ser Assassinado


           
 Pouco antes de o papa ser assassinado,
 A Igreja terá gêmeos no comando quando o cometa aparecer no céu:
 O dinheiro público será roubado na terra e no mar,
 Pisa, Asti, Ferrara e Turim serão lugares proibidos.
                                                           Nostradamus
                                                                         
                                                                      


Da quarta janela do quarto andar do Palácio Apostólico, o Bispo de Roma pode ver aquilo que ele nunca imaginou presenciar, a Praça de São Pedro estava marejada de vermelho. As profecias sempre se referiram a esse dia, mas poucos acreditavam que tal vaticínio pudesse se cumprir.
- Vossa Santidade.
O Papa podia ouvir o chefe da sua guarda clamar por sua atenção, porém sua mente naquele instante foi além daquele espaço e daquele tempo, voltou para um momento distante do passado.
- Não podemos mais permanecer aqui Vossa Santidade. Temos que nos retirar urgentemente. – disse em tom de desespero o chefe da Guarda Suíça, já quase tocando o Papa e também olhando de relance pela janela do Palácio.
No entanto, aquela voz ainda parecia soar distante na consciência do Papa e sua atenção continuava numa retrospectiva do passado.
Um grande estrondo pôde ser ouvido e sentido ao mesmo tempo, o palácio tremera e o Chefe da Guarda Suíça apoiou o Santo Padre para que ele não caísse. Só assim a atenção do Papa aparentemente tinha voltado para tudo aquilo que o cercava. Apenas aparentemente, pois o transe não havia terminado.
Podia se ouvir os invasores procurando derrubar as portas do palácio. O respirar do Chefe da Guarda Suíça denunciava o seu desespero e mesmo assim o Papa se mantinha preso as suas recordações.
O Papa deu sinais de que voltaria a realidade que o cercava então disse ao Chefe da Guarda:
- Precisamos levar conosco o Grande Sétimo.
O Guarda ficou surpreso e nada entendeu ao que se referia o Papa e essa dúvida levou novamente o Pontífice a se recordar do seu primeiro contato com as revelações do Vaticano.
A situação cada vez mais crítica com a invasão do palácio do Vaticano fez com o Papa retomasse maior noção dos eventos que o cercava e disse ao Chefe da Guarda:
- Venha e acompanhe Chefe!– disse o Papa conduzindo o chefe da guarda por uma porta secreta.
Ainda mesmo que lentamente o Pontífice se colocou por um caminho na direção da Catedral de São Pedro e o que mais surpreendeu era que ele seguia na direção das catacumbas, um lugar que parecia ser perigoso, pois se os soldados já estivessem invadido o Vaticano o primeiro lugar que eles entrariam com certeza seriam na Catedral e na Capela Sistina.
O Papa entrou pelos corredores das catacumbas do Vaticano como se fossem os caminhos do quintal de sua casa nos tempos em que ainda era criança. O Chefe da Guarda o acompanhava surpreso com a vitalidade que ainda tinha aquele homem já de idade bem avançada. Ao chegar diante do mural de entrada da Sala Sagrada perguntou ao Papa:
- Para onde iremos agora, Santidade?
O Santo Padre colocou o dedo indicador sobre os lábios pedindo silencio ao Chefe da Guarda. Os dois ficaram em silencio e parecia que um grande barulho vinha de cima das catacumbas, deduziram que provavelmente a Catedral de São Pedro podia estar sendo invadida. 
Quando parecia que o silêncio havia reaparecido, o Santo Padre pegou um saquinho de pano que trazia por trás de sua túnica e retirou um anel que o Chefe da Guarda desconhecia e o colocou num centro de um sol e pareceu destravar alguma coisa. Repetiu então o mesmo gesto do outro lado com o Anel do Pescador que se encontra no seu dedo da mão direita. Ouviu então outro destravamento.
- Vamos agora empurrar. – disse o Papa indicando como se fazia para abrir aquilo que não se imaginava ser uma porta
- Para onde estamos indo Sumo Pontífice? – cochichou o chefe da guarda.
- Vamos pegar o Grande Sétimo.
- O que é esse Grande Sétimo, Santidade?
- É o que o filho do mal está tentando localizar invadindo o Vaticano.  
O Papa e o chefe da guarda caminharam pelo corredor completamente escuro. O chefe como era um homem sempre rápido em suas ações pegou o celular e conseguiu assim um pouco de luz no caminho.
- Santidade, estou sentindo meus pés encherem de água, parece que estamos descendo para uma poço!
- Não se preocupe Chefe, essa água deve vir de alguma fonte que corre por baixo das catacumbas. Na primeira vez que estive por aqui também fiquei assustado. A entrada da Sala Sagrada parece estar num nível acima dessas aguas, logo bateremos à sua porta.
A persistência deu resultado, após alguns minutos o Papa e o Chefe da Guarda estavam diante da porta de entrada da Sala Sagrada.
- Parece que estamos diante de uma porta. – falou o Chefe da Guarda apontando a luminosidade do celular para a parede diante de seus olhos.
- Espere vou destravar a porta. – disse o Papa tentando colocar um de seus anéis no que parecia ser algum tipo de fechadura.
O Chefe da guarda tomou a iniciativa novamente tentando com o celular acompanhar as mãos do Santo Padre na tentativa de destravar a porta.
- Agora Chefe, preciso de sua ajuda para abrir essa passagem – disse o Papa pegando na mão do Chefe da Guarda e indicando de que forma ajudaria na abertura da porta.
O Chefe da Guarda compreendendo o que deveria ser feito, forçou a porta para dentro que era o sentindo em que ela abriria.
A luz assim foi aparecendo lentamente e os dois homens não conseguiam olhar para a claridade. O Chefe da Guarda Suíça tomou a iniciativa de entrar no novo ambiente que para ele era desconhecido e ficou impressionado com a Sala Sagrada.
- Que lugar é esse Santidade?
 Quando o Papa e o Chefe da Guarda adaptaram-se melhor naquela pequena sala, as perguntas voltaram com toda a força:
- Santidade, afinal onde estamos? Que lugar é este?
- Estamos no coração do Vaticano.
- No coração!
- Sim, aqui está toda a energia central do Vaticano. O Chefe da Guarda ficou olhando ao seu redor querendo entender sobre o que o Papa estava se referindo quando disse que ali estava toda a energia do Vaticano. Não via nenhum tipo de máquina ou qualquer forma de gerador, apenas uma pequena sala em formato estranho, não era circular nem retangular, parecia ter sido construída em forma de um hexágono e que por ter andado em um túnel e na escuridão o tempo todo não conseguia decifrar onde eles se encontravam exatamente.
- Onde está o gerador de toda a energia Santidade? É isso que estamos procurando?
- Calma chefe, logo estaremos diante do Grande Sétimo. – disse o Papa se dirigindo para o centro da sala.
De relance, o Chefe da Guarda olhou para trás e viu por onde tinham entrado e reparou que realmente existiam outras cinco paredes que não sabia se podia ser outras portas de entrada ou saída.
Enquanto o Papa se dirigia ao centro da Sala Sagrada, o Chefe da Guarda continuava a reparar no ambiente em que se encontravam, talvez fosse a força do hábito de sua profissão. Observou então com detalhes o ambiente em que estava e realmente a sala formava um hexágono e em parede ou porta existiam símbolos que pareciam letras que ele desconhecia.
- Chefe. - disse o Papa voltando-se ao seu acompanhante antes de atingir o meio da sala e continuou – acho melhor fecharmos a porta por onde entramos.
- Santidade, depois saberemos como sair dessa sala?
 - Fique tranquilo. Daremos um jeito.
O chefe da guarda atendeu ao pedido do Santo Padre, voltou-se e encostou a porta com receio de que depois não conseguiriam mais abri-la. Fez tudo isso rapidamente não querendo perde os passos que o Papa tomava na direção do centro da pequena sala. Quando pareceu ter ouvido um barulho que vinha de fora da sala por trás de algum daqueles labirintos de tuneis.
- Chefe tranque a porta.
O homem então correu para não apenas encostar e sim puxar a porta pelo lado de dentro da sala e ela acabou realmente de alguma forma se fechando. Assim, o Pontífice se sentiu mais seguro e quando chegou ao centro da sala colocou suas mãos na altura do peito e desabotoando alguns dos botões retirou um bolso que estava por dentro de suas vestes perto da altura de seu coração.
O Santo Padre então retirou do pequeno saquinho de pano que trazia consigo um anel que o chefe da guarda nunca havia visto. Tinha a cor de uma gema de ouro e brilhava como se tivesse saído daquele mesmo instante de um ourives.
- Santo Padre o que fazemos agora?
- Aguarde um momento chefe, vamos retirar o Grande Sétimo.
O Papa então pegou o anel e colocou no dedo médio de sua mão esquerda.
Só então o chefe da guarda que era tão observador percebeu que o Papa também estava com o anel do pescador em sua mão direita.
Somente quando o Santo Padre estava no meio da sala, fechou as duas mãos e agachando as direcionou para o chão. O chefe da guarda achando tudo aquilo estranho perguntou:
- Santidade o senhor precisa de ajuda?
O Papa então sorriu para o chefe da guarda percebendo que ele acreditava que estava na verdade sentindo algum tipo de mal estar.
- Com certeza vou precisar. Por enquanto vou destravar o que consigo sozinho. Somente quando o Santo Padre estava no meio da sala, fechou as duas mãos e agachando as direcionou para o chão.
De forma lenta o Santo Padre agachou-se e colocando suas duas mãos abertas colocou os dois anéis que estavam nos dedos de suas mãos e os colocou nos fechos. O Chefe da Guarda ouviu um pequeno estalo. Depois repetiu a mesma operação na parte inferior da estrela cravada no chão e ao dirigir-se ao centro da estrela disse:
- Aqui preciso de sua ajuda, chefe. Pegue esse anel e o encaixe nessa abertura lateral. Quando  eu disser você o gire para tentarmos abrir a trava central.
O chefe da guarda pegou o anel e o colocou no feche esperando a ordem do Papa, assim que isso ocorreu ele girou o anel e pode se ouvir a trava abrir-se. Ao retirar-se um pouco de cima do mármore do centro a pedra subiu sem esforços.
- Ajude-me a movê-la para o lado chefe. – disse o Papa tentando arrastar o peso para uma das laterais.
Naquele mesmo instante o semblante do chefe da guarda brilhou. O fascínio do dourado da pedra não brilhava apenas os rostos e sim toda a sala mostrando uma luz resplandecente. O Santo Padre então aguardou acontecer o que já conhecia. O centro da sala sem a pedra de mármore que na verdade era uma espécie de tampa, se ergueria automaticamente e a relíquia se apresentaria como se estivesse desabrochando.
A pedra tinha o tamanho de um ovo de avestruz, lapidada de forma hexagonal se encaixava numa espécie de casa e quando o Papa a retirou o Chefe da Guarda percebeu que ela possuía três faixas desenhadas em formato de xis que transpassavam dos dois lados da joia.
Mais uma vez o Pontífice surpreendeu e retirou de seu habituario um saco de feltro e envolveu o que ele denominava de o “Grande Sétimo”.
- Chefe, por favor, vamos tentar colocar a pedra de mármore em seu lugar. – disse o Papa colocando o Grande Sétimo no chão e já tentando ajudar o seu companheiro a colocar a tampa de mármore que guardava a pedra dourada.
- O que fazemos agora Santidade? – falou o chefe da guarda depois de ter conseguido colocar a tampa.
- Precisamos agora nos retirar e levar o Grande Sétimo conosco para fora do Vaticano.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Capítulo 34 - A COR DO LEITE E DO SOL


Capitulo 34
A Cor do Leite e do Sol                                                                                                                                            
                                                                         
/

              

                O caminho está tomado pela noite. Os ombros do homem são cândidos como pombos. Da terra batida por mil gerações surge “o filho do mal”. Será ele o arauto do Príncipe Negro. Será ele que abalará a oliveira. Chegou o momento da pestilência. Nos céus aparecerá o arcanjo, mas será o “filho do mal”. Nos céus aparecerá a luz, mas será o Príncipe Negro. Lábaros verdes tremularão ao vento e a faca de Caim será limpa na bandeira que terá a cor do leite e do sol.
                                                           Aranha Negra.             


                                                                                 

Assim que terminou o pedido do filho do mal, o falso profeta, aquele que estava por trás de todas as dificuldades que a Santa Igreja vinha enfrentando, retirou da mala preta que ele trazia todos os símbolos que preencheriam a seis portas da Sala Sagrada.
O falso profeta pegou uma a uma as relíquias que eram verdadeiras joias forjadas em puro ouro. Colocou-as nas formas que estavam encravadas na porta e toda a sala de alguma forma começou a se tornar dourada.
O filho do mal arrancou a força os anéis que trazia o Papa com ele, e com as joias abriu facilmente o relicário que ficava no chão da Sala Sagrada e para mais surpresa ainda colocou o Grande Sétimo em seu devido lugar sem a menor dificuldade.
A Besta pretendia cumprir o que vinha dizendo aos seus fiéis: “No fim de minha guerra ascenderei aos céus.”


Ao chegar ao Vaticano depois de horas de voo, o Pontífice foi recebido por uma comitiva de péssimas notícias. Na primeira, foi informado por seus assessores de que o anticristo estava invadindo a Europa pela entrada mais antiga do oriente: a Turquia. A segunda e provavelmente ainda pior que a primeira, foi a notícia dada pelos astrônomos do Vaticano: os céus por onde nosso sistema solar atravessava estava prestes a cair sobre a cabeça dos homens.
- Parece que estamos agora no olho do furacão não é mesmo Secretário? – falou o Papa numa conversa particular com seu novo braço-direito.
- Não imaginei que teríamos tantos problemas assim mesmo antes de chegarmos.
- Você ainda pode escolher outra missão Eminência. – disse o Papa sorrindo e olhando para o seu Arcebispo querendo ver a sua reação.
- Já escolhi meu destino, Santidade. – disse o Arcebispo Secretário de Estado retribuindo a resposta também com um sorriso.
As nações tinham se deixado envolver pela astúcia da Besta, agora a sua guerra invadira o mundo sem que ninguém pudesse combater a sua perversidade. Como serpentes suas forças invadiram toda a terra e vinha destruindo principalmente as cidades, que frágeis não conseguiam mais se defender. Poucos lugares do planeta conseguiam escapar dessas atrocidades.
A guerra das guerras encontrava-se em pleno curso.
A Besta agora se manifestara plenamente e claro que em si trazia apenas meia humanidade.
Toda a Europa se uniu para enfrentar a fera que batia a suas portas. Em vão, os novos aliados da Besta eram imensamente maiores e já tinham tomado boa parte do planeta com seus projetos malignos.
O Santo Padre então convocou os cristãos para uma grande oração na Praça de São Pedro. No dia marcado o medo se tornou maior que a fé. A maioria da população da metrópole romana começou a se deslocar para fora da cidade com medo da iminente invasão daquele exército tomado de vermelho de sangue.
Naquele dia ainda nas primeiras horas o Santo Padre acordou preocupado e antes que qualquer pensamento tocasse sua mente ele se levantou ainda de madrugada sentindo uma enorme necessidade de orar. Sem nem mesmo colocar suas vestes papais saiu lentamente pelos corredores na direção da sua capela particular.
Ajoelhou-se diante do altar, abriu o Livro Sagrado e leu para sua alma o Salmo 05:
‘Presta ouvido, Senhor, ás minhas palavras, atende ao meu gemido! Escuta meu grito de socorro, ó meu Rei e meu Deus, pois é a ti que suplico: Senhor, de manhã ouves a minha voz, de manhã dirijo-me a ti e espero. Porque tu, ó Deus, não toleras o mal, o perverso não pode acolher-se em ti, nem os arrogantes manter-se diante do teu olhar. Detestas todos os malfeitores, destróis os mentirosos. Ao homem sanguinário e fraudulento o Senhor abomina. Mas eu, graças ao seu grande amor, entrarei em tua casa, vou prostrar-me para teu templo santo, em reverência para comigo. Guia-me, Senhor, em tua justiça, por causa dos meus adversários; aplana diante de mim teu caminho! Porque em sua boca não há sinceridade, seu interior é corrupção; sua garganta, um sepulcro aberto; sua língua, lisonja. Ó Deus, faze-os pagar! Caiam eles nas suas próprias tramas! Expulsa-os por causa de suas muitas transgressões, porque se rebelam contra ti. Alegram-se os que em ti buscam refúgio, exultem para sempre! Protege-os, para que rejubilem em ti os que amam teu nome! Pois tu, Senhor, abençoas o justo e, como escudo, o cercas de tua benevolência.
Naquele instante sua alma sentiu o tocar de seu destino.
O Papa se ergueu de sua postura de joelhos e voltou lentamente ao seu quarto. Os pássaros anunciavam o começo do dia e ao longe se ouvia o som da guerra tocar a terra como os trovões tocam o solo em uma tempestade.
Passaram-se poucos minutos e a porta do quarto sofreu um chamado:
- Santidade, Santidade. – falava a voz desesperada de seu mordomo sem saber que o Santo Padre já estava acordado a um bom tempo e continuou falando - estamos a beira de sermos invadidos pelas tropas vermelhas, nossas bandeiras estão sendo arrancadas de seus mastros.
O Pontífice abriu a porta tranquilamente num estado profundamente angelical. Sabia que estava chegando a sua hora.
- Fique tranquilo amigo, vamos superar mais essa crise.
- Mas Santidade, precisamos nos refugiar em outro lugar. – continuou o mordomo que agora tinha a companhia de seu novo secretário.
- Escutem o que tenho para dizer. Quero que vocês três acompanhem todos os religiosos e procurem se proteger pelas casas da redondeza, para que quando a Besta chegar ao Vaticano tudo esteja aparentemente abandonado.
- Santidade, vamos ficar juntos até o fim. - disse o novo Secretário Geral.
- Isso é uma instrução amigo secretário, não um pedido. Quero também que apenas o Chefe da Guarda Suíça acompanhe-me nessa minha última missão.
Todos sentiram as palavras envoltas em autoridade e correram para avisar o Chefe da Guarda que já se encontrava nos corredores para ficar a disposição do Santo Padre.
Enquanto isso o Pontífice passou por seus livros particulares e pegando um deles se dirigiu a janela de onde podia olhar para o horizonte. Os céus também já tinham sido invadidos pelo “filho do mal”. Pôs-se mesmo assim a ler um poema de RabindranathTagore  que falava para sua própria alma:

‘Os negros demônios do mundo inundaram as colinas.
A postos, remadores, com a benção da dor em suas almas!
Quem vocês culpam, irmãos?
Verguem suas cabeças!
Os pecados são seus e nossos.
A cólera crescendo há tempos no coração de Deus.
- A covardia do fraco, a arrogância do forte, a cobiça da prosperidade gorda, o rancor do perverso, vaidade da raça e insulto do homem –
Explodiu a paz divina, agitando a tempestade.


quinta-feira, 21 de março de 2013

Capítulo 33 - AS CIDADES


Capítulo 33
AS CIDADES
                                                                                                                            
                                                                         


              

 “...Roma, a Roma esplendida dos mármores será transformada em uma enorme montanha de cinzas infectas”
                                                           Monge Olivetan
                       


                                                                                 
- Tragam-me os elementos que precisamos para realizar minha ascensão. – disse o filho da perdição para aqueles que o acompanhava.
Foi então que o falso profeta apareceu, aquele mesmo que o Santo Padre havia ameaçado de excomunhão. Depositou no chão da Sala Sagrada uma maleta escura, abriu-a e de dentro começou a retirar as relíquias que tanto foram procuradas durante o pontificado.
- Você não sabe o que está fazendo!  - falou o Papa ao filho do mal.
-Sua Santidade está completamente enganada sei perfeitamente o que estou realizando.
- E o que você acredita estar realizando?
- Abrindo as portas das forças que para cá me enviaram e ao mesmo tempo retornando para minhas origens. – respondeu o filho do mal.




Depois de horas de voo de retorno, o Santo Padre estava se aproximando de Roma para se dirigir aquilo que ele acreditava ser seu sacrifício final. Olhando pela janela do avião observou como são na verdade a grande maioria das cidades desse tempo:
“Podia-se ver as casas e os edifícios da cidade olhando de cima, como também podia se imaginar o que estava agora na cabeça das pessoas. Elas agora normalmente buscavam apenas consumir. Antes fosse educação ou quem sabe uma boa comida, mas não era somente isso, passaram a sentir somente alegria em compras fúteis que lhe traziam apenas prazer momentâneo. Então compram um amontoado de bugigangas, compram também, sexo acreditando que somente assim poderão se aproximar do amor. Todos estão agora sempre correndo e sempre atarefados. Um dia de vinte quatro horas tornou-se um tempo pequeno para realizar todas as tarefas, que se resumem praticamente em ficar diante de um universo de coisas externas e nunca diante de si mesmos. A sociedade se corrompeu por um deus monetário, isso porque ele pode lhes fornecer todos os prazeres que as mãos podem alcançar. Assim praticamente todos se corrompem querendo acumular bens e capitais. Bens como a verdade ou a justiça são desprezados e coisas essenciais como a caridade e a compaixão são desconhecidas. Eles, correm, correm e correm atrás daquilo que é transitório, e não percebem que o eterno está muito mais numa corrida para si mesmos. Os que têm mais tem infinitas vezes mais do que aqueles que tem menos. Para onde carregarão todo o excedente? Os que têm menos carregam mais, mesmo sem perceber.”
“De cima também se podem ver as almas desgovernadas andando pelas ruas, ora largas, ora estreitas. Abandonadas por causa da corrente individualista que vem escravizando toda uma sociedade. Nas praças já não se buscam os verdadeiros valores. O centro do centro agora são os vícios que invadiram até as almas mais puras. Drogas fizeram com que pais, filhos e até avós se amontoassem pelos cantos. Estão alucinados querendo escapar de uma realidade que nem mesmo os mais perversos imaginaram um dia poder criar. Querem alívios para as suas dores e encontraram apenas ilusões. Onde estão os anjos! Diz então aquele que viu os anjos, o Apostolo João:”
‘Depois vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder. A terra ficou iluminada com sua glória. Ele gritou com voz potente: “Caiu, caiu a grande Babilônia. Tornou-se morada de demônios, refugio de todo espírito impuro e abrigo de toda ave impura e repugnante. Pois com o vinho do furor da sua prostituição embriagaram-se todas as nações, com ela se prostituiram os reis terra. Também os comerciantes da terra se enriqueceram com seu luxo desenfreado”. Ouvi outra voz do céu que dizia: “Saí dela, meu povo, para não serdes cumplices de seus pecados, para não vos atingir parte de suas pragas. Os seus pecados se amontoaram até o céu, e Deus se lembrou de suas injustiças. Pagai-lhe com a mesma moeda, e dai em troca o dobro de suas obras. Na taça que preparou, preparai o dobro. Na mesma proporção em que se envaideceu e entregou-se ao luxo, dai-lhe pranto e tormento. Já que disse em seu coração: ‘Como rainha estou sentada, não sou viúva nem jamais verei luto’, por isso num só dia virão sobre ela as calamidades: a morte, o pranto, a fome, e ela será devorada pelo fogo, pois poderoso é o Senhor Deus que a julgou”. Por sua causa hão de chorar e lamentar-se os reis da terra que com ela se prostituiram e se entregaram ao luxo, quando virem a fumaça de seu incêndio. Parados ao longe, com medo do seu tormento, dirão: “Ai, ai, Babilônia, grande cidade, cidade forte, porque bastou uma hora para o teu julgamento!” Também os comerciantes da terra vão chorar e ficar de luto por causa dela, pois ninguém mais lhes compra as mercadorias: carregamentos de ouro e prata, pedras preciosas e perolas, linho e purpura, seda e escarlate, todo tipo de madeira defumada, objetos de marfim, de madeira preciosa, de bronze de ferro e de mármore, canela, temperos e perfumes, mirra e incenso, vinho e azeite, flor de farinha e trigo, animais de carga e ovelhas, cavalos e carros e vidas humanas. Os frutos que cobiçavas afastaram-se de ti, a opulência e o esplendor terminaram para ti, e não mais serão encontrados. Os comerciantes dessas mercadorias que enriqueceram pararão ao longe com medo de seus tormentos, chorando e lamentando-se assim: “Ai, ai, grande cidade, que se vestia de linho, purpura e escarlate, que se enfeitava de outro, pedras preciosas e perolas, bastou uma hora para destruir tanta riqueza!” Todos os pilotos, navegantes, marinheiros e todos que trabalharam no mar pararam ao longe e exclamaram ao ver a fumaça do incêndio: “ Que cidade era igual à grande cidade?” Jogaram pó sobre as cabeças e gritaram entre prantos e lamentos: “ Ai, ai grande cidade. Com tua fartura enriqueceram-se todos os armadores do mar. Bastou uma hora para seres destruída!” Alegra-te, ó céu, por causa dela, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus julgou a vossa causa contra ela. Então um anjo poderoso levantou uma pedra como uma grande mó e atirou-a ao mar, dizendo: “Com a mesma força será atirada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será encontrada. Nunca mais se ouvirá nela a voz dos citaristas e dos músicos, dos flautistas e dos tocadores de trombeta, nem artesão de qualquer arte será jamais encontrado em ti. O ruído do moinho já não se escutará, a luz da lâmpada já não luzirá, nem se ouvirá a voz do esposo e da esposa, porque teus comerciantes eram os grandes da terra, e as tuas magias seduziram todas as nações, e nela foi encontrado o sangue dos profetas, dos santos e de todos que foram mortos sobre a terra”.’
O Santo Padre diante do que via ao observar Roma como também outras tantas cidades inclusive o Vaticano, concluiu em seus pensamentos: “As cidades tornaram-se Babilônias, corromperam-se em sua essência”.      
Ao aterrissar, o avião provocou uma forte turbulência e o Papa brincou com seu novo Secretário:
- Parece que as turbulências já começaram antes mesmo de chegarmos ao Vaticano.
- Santidade, em minha nova função, procurei acompanhar de perto as notícias do oriente, através dos amigos que fiz quando ainda era o Patriarca de Jerusalém. As notícias não são nada boas. A guerra se intensificou profundamente e a Besta que vem querendo dominar o mundo está tentando jogar suas garras sobre a Europa.
- Agora ele mostrará realmente porque veio a este mundo. – disse o Papa recordando-se do filho do mal na primeira vez em que o viu numa das audiências no Vaticano.
 - Sua guerra é perversa. Vem arrasando os países pelos céus, mares, e terras. Levando desgraças por onde passa e ameaçando deflagrar definitivamente uma guerra atômica.
- Ele virá atrás de nós em busca daquilo que tanto quer. – falou o Papa
- O que ele tanto deseja Santidade? Destruir nossa Igreja? – perguntou o novo Secretário.
- Além de querer destruir nossa Igreja, Eminência, ele deseja para si o Grande Sétimo.
- Grande Sétimo! O que é isso, Santidade?
- É uma longa historia, que devagar vou lhe contando Eminência, agora vamos urgente ao Vaticano antes que cheguemos lá depois do filho do mal.